O som do reconhecimento e a magia por trás das premiações corporativas
Se existe um momento em que a música precisa ser absolutamente precisa em um evento, esse momento é a cerimônia de premiação. Não se trata apenas de colocar uma música animada enquanto alguém sobe ao palco, mas de construir uma narrativa de conquista e prestígio que faça o premiado se sentir no topo do mundo. Uma premiação sem uma direção musical afiada corre o risco de se tornar monótona ou, pior, perder o timing emocional que o reconhecimento exige dos colaboradores e parceiros. Eu sempre defendo que o DJ ou diretor musical de uma premiação atua como um maestro de uma orquestra invisível. Nós precisamos estar em total sintonia com o mestre de cerimônias, com a iluminação e com o conteúdo que aparece no telão. O som é o que dá o “peso” para o troféu antes mesmo de ele ser entregue nas mãos do vencedor.
A arquitetura dos gatilhos sonoros.
Para que uma premiação seja memorável, o desenho sonoro precisa ser dividido em fases claras. Temos o som de antecipação, que é aquela trilha que cria um leve suspense antes do anúncio do nome. Esse som precisa ser instigante mas não pode distrair a fala de quem está anunciando. O segredo está no controle das frequências baixas para criar aquela vibração no peito do público. O momento crítico, porém, é o gatilho de subida. No exato milésimo de segundo em que o nome é pronunciado, a música deve explodir com energia. É esse impacto que tira o público da inércia e gera o aplauso espontâneo. Se a música demora dois segundos para entrar, o clima esfria e o brilho do momento se apaga.
✨ Insight de Ouro: Em uma premiação, a música não é apenas um acompanhamento, ela é o validador do sucesso. O premiado pode esquecer o que foi dito no palco, mas ele nunca vai esquecer a sensação de poder que aquela trilha específica proporcionou enquanto ele caminhava até o microfone.
A escolha do repertório e a identidade do prêmio.
Muitas agências me perguntam como escolher o estilo certo para uma premiação. A resposta está no DNA da empresa. Se estamos falando de uma startup de tecnologia, as trilhas podem ser mais modernas, sintéticas e futuristas. Já para uma instituição financeira tradicional, o som pede instrumentos clássicos, arranjos orquestrais ou um rock clássico que transmita solidez e história. O uso do Open Format aqui é essencial, pois uma premiação costuma ter categorias diferentes. Você pode começar com algo mais institucional para as categorias de base e ir elevando a sofisticação conforme chegamos aos prêmios principais da noite. Essa progressão de energia é o que mantém as pessoas conectadas e interessadas até o último minuto da cerimônia.
O papel técnico e a segurança do evento.
Além da parte criativa, existe o rigor técnico. O profissional responsável pelo som precisa conhecer o rider técnico do local e garantir que o delay das caixas esteja perfeito. Não existe nada mais desconfortável do que ouvir o som de subida com atraso ou com um volume que agrida os ouvidos de quem está na frente. O controle precisa ser cirúrgico. No final das contas, o sucesso de uma premiação é medido pela quantidade de arrepios na pele e pela intensidade dos aplausos. Quando a música, a luz e o reconhecimento se fundem, a marca deixa de ser apenas uma empregadora e passa a ser uma inspiradora de sonhos. E é para isso que trabalhamos cada nota e cada transição de forma tão obsessiva para garantir a perfeição.
E você, já sentiu como a trilha sonora certa pode transformar um simples anúncio em um momento histórico para a sua equipe?
Que a música nos conecte sempre!
Abraço, Myrrha