Terceirização da emoção e o risco de não ter uma direção musical própria

Um artigo de alerta para as marcas sobre o perigo de entregar o controle emocional do público nas mãos de quem apenas executa a técnica sem entender de pessoas.

Terceirização da emoção e o risco de não ter uma direção musical própria

Delegar tarefas é o princípio básico de qualquer grande produção corporativa.

A agência contrata a montadora para cuidar da cenografia e confia no buffet para garantir a alimentação impecável dos convidados. Tudo isso é uma terceirização lógica e extremamente saudável para o andamento do projeto. Mas existe uma linha muito perigosa que não deve ser cruzada pelas marcas de alto padrão. Você nunca deve terceirizar a gestão emocional da sua audiência para um operador técnico sem visão estratégica ou para uma playlist genérica.

A emoção é o coração do seu evento e precisa de um dono.

Quando a direção musical não é pensada por um sonoplasta especialista a empresa perde completamente o controle sobre o que o público vai sentir. É como entregar o microfone principal do palco para um desconhecido e torcer para que ele diga as palavras certas. Um operador de áudio focado apenas na técnica vai garantir que as caixas de som funcionem perfeitamente mas ele não tem a bagagem corporativa para ler a sala e entender a psicologia daquele encontro. Ele vai apenas executar a técnica mecânica e dar o play.

O resultado quase sempre é um ambiente frio e desconectado da mensagem da liderança.

Para evitar esse apagão sensorial a figura do DJ corporativo precisa atuar como o guardião da energia do projeto. Nós traduzimos o briefing da agência em frequências sonoras que geram alegria e foco ou tensão e expectativa dependendo do que o roteiro exige. Essa gestão de sentimentos ao vivo é a única coisa que a tecnologia ou o aluguel de equipamentos caros não consegue entregar com a mesma sensibilidade de um ser humano com décadas de pista.

Insight de Ouro: A estrutura física do seu evento pode ser alugada mas a emoção do seu público deve ser dirigida. Terceirizar a inteligência sonora para o acaso é abrir mão do controle de como a sua marca será lembrada.

Assumir as rédeas da sonoplastia significa tratar o sentimento do seu convidado como o ativo mais valioso da planilha. O som dita o humor e o humor dita a receptividade para qualquer ideia que a empresa decida apresentar no palco.

E no seu próximo projeto corporativo a sua marca vai comandar a emoção da sala ou vai deixar o clima nas mãos de quem não entende a sua estratégia?

Que a música nos conecte sempre!

Abraço, Myrrha

Foto de Myrrha

Myrrha

Luiz Myrrha é CEO da DJ HIT, Publisher e Diretor Musical. Formado em marketing, atua como DJ e especialista em experiências sonoras para eventos corporativos, conectando marcas às tendências do mercado musical.

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