O impacto da música no neuromarketing e a tomada de decisão

Um mergulho na neurociência para entender como as frequências sonoras ativam o sistema límbico e influenciam as escolhas dos clientes em eventos.

A ciência invisível que guia o comportamento do seu cliente

Quando falamos de marketing para eventos, a maioria das pessoas foca imediatamente no que é visual: o palco, o telão, a iluminação e a decoração. Mas, se mergulharmos no campo do neuromarketing, descobriremos que o ouvido é uma das portas de entrada mais rápidas e potentes para o cérebro humano. A música não é apenas um preenchimento de silêncio; ela é uma ferramenta de biohacking capaz de alterar a química cerebral, influenciar o humor e, consequentemente, acelerar ou retardar a tomada de decisão de um convidado em uma ativação de marca.

O som tem uma linha direta com o nosso sistema límbico, a parte do cérebro responsável pelas emoções e pela memória de longo prazo. Isso significa que, antes mesmo de o convidado processar racionalmente a mensagem de um palestrante ou as cores de um estande, ele já foi impactado emocionalmente pela trilha sonora que está ouvindo. No ambiente corporativo, onde as decisões muitas vezes parecem ser puramente lógicas, a música atua no subconsciente para criar um estado de confiança e abertura, facilitando a aceitação de novas ideias e propostas comerciais.

A música como gatilho de memória e dopamina.

Quando ouvimos uma música que nos agrada, nosso cérebro libera dopamina, o neurotransmissor do prazer. Em um evento de lançamento, por exemplo, o uso estratégico de trilhas que evocam sentimentos de vitória ou superação pode fazer com que o público associe aquela sensação de bem-estar diretamente ao produto que está sendo apresentado. Esse fenômeno é o que chamamos de condicionamento clássico. A marca passa a “pegar emprestado” a emoção da música para si mesma, criando uma âncora de memória que será ativada toda vez que o cliente ouvir algo semelhante no futuro.

Frequências e o tempo de permanência.

O neuromarketing também estuda como o ritmo influencia a nossa percepção do tempo. Músicas com BPM mais lento tendem a fazer com que o tempo pareça passar mais devagar, o que é ideal para áreas de exposição onde você quer que o visitante analise cada detalhe com calma. Já ritmos mais acelerados aumentam a pulsação e a agitação, sendo perfeitos para momentos de call to action ou encerramento, onde você precisa de uma resposta rápida e enérgica da audiência. O DJ Corporativo que entende essas nuances deixa de ser um executor de playlists e passa a ser um gestor do comportamento humano.

Insight de Ouro: A música é o único estímulo sensorial que consegue ativar quase todas as áreas do cérebro simultaneamente. Em um evento, ela é a cola que une a mensagem racional à experiência emocional, tornando a marca inesquecível.

O perigo da dissonância cognitiva.

Um erro fatal no marketing sensorial é a falta de coerência. Se a promessa da marca é de inovação e tecnologia, mas a trilha sonora soa datada ou “brega”, o cérebro do convidado entra em conflito. Essa dissonância cognitiva gera uma sensação instintiva de desconfiança, mesmo que o cliente não saiba explicar o porquê. Por isso, a curadoria musical precisa ser cirúrgica: cada timbre deve reforçar o posicionamento da empresa para que o sistema de recompensa do cérebro entenda que aquela oferta é valiosa e segura.

Investir em neuromarketing sonoro é entender que o ser humano decide com o coração e justifica com a razão. Ao dominar a sonoridade do seu evento, você está, literalmente, orquestrando as emoções que levarão o seu cliente a dizer “sim”. O som não é apenas um detalhe; ele é o ambiente onde os negócios acontecem.

E você, tem usado a ciência do som para influenciar positivamente a decisão dos seus clientes ou está deixando o subconsciente deles à deriva?

Que a música nos conecte sempre!

Abraço, Myrrha

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Myrrha

Luiz Myrrha é CEO da DJ HIT, Publisher e Diretor Musical. Formado em marketing, atua como DJ e especialista em experiências sonoras para eventos corporativos, conectando marcas às tendências do mercado musical.

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