O erro do som ambiente genérico em eventos corporativos

Uma análise direta sobre a importância da curadoria musical nos momentos de "baixa intensidade" e como fugir do óbvio para engajar o público desde o credenciamento.

O som ambiente não deveria ser apenas um barulho de fundo

Um dos maiores erros que eu vejo no planejamento de grandes eventos é o descaso com o que chamam de som ambiente. Geralmente, é aquele momento do receptivo, do credenciamento ou do coquetel de abertura onde alguém simplesmente aperta o “play” em uma lista qualquer de jazz ou bossa nova eletrônica. O problema é que, ao fazer isso, você está tratando o primeiro contato do convidado com a sua marca como algo burocrático. O som ambiente é, na verdade, a primeira impressão sensorial do seu evento, e se ele for genérico, sua marca também parecerá ser.

A música como facilitadora de networking.

O papel do som nesses momentos iniciais é o de “quebrar o gelo”. Se o volume está muito baixo ou a música é monótona demais, o silêncio entre as conversas se torna desconfortável e o clima demora a engajar. Por outro lado, se a trilha tem personalidade e um ritmo bem definido, ela ajuda a ditar o passo das pessoas, estimulando a circulação e o diálogo. O DJ Corporativo precisa entender que, no receptivo, ele não está ali para dar um show, mas para criar o “estofado sonoro” que permite que as pessoas se sintam à vontade para interagir.

Fuja do óbvio para reforçar a identidade.

Por que usar o mesmo som de elevador que todo mundo usa? Se a sua marca é inovadora, por que não um lo-fi moderno ou um deep house mais orgânico? A curadoria deve ser uma extensão do DNA da empresa desde o primeiro minuto. O convidado precisa entrar no pavilhão e sentir que o som foi pensado exclusivamente para aquele momento e para aquele público específico.

Insight de Ouro: O som ambiente é a moldura do seu evento. Se a moldura for barata ou sem graça, ninguém vai prestar atenção na obra de arte que você colocou no palco principal.

O volume da conversa.

O segredo técnico aqui é o equilíbrio. O som deve ser onipresente, preenchendo o ambiente sem nunca competir com a voz humana. É o que eu chamo de conforto acústico estratégico. Quando você acerta essa medida, o convidado nem percebe que a música está ali, mas ele sente que o ambiente está “quente” e acolhedor.

E você, tem dedicado tempo para pensar no que o seu cliente ouve enquanto espera o evento começar, ou está deixando a primeira impressão da sua marca no modo automático?

Que a música nos conecte sempre!

Abraço, Myrrha

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Myrrha

Luiz Myrrha é CEO da DJ HIT, Publisher e Diretor Musical. Formado em marketing, atua como DJ e especialista em experiências sonoras para eventos corporativos, conectando marcas às tendências do mercado musical.

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