Organizar um evento corporativo envolve uma série de responsabilidades que vão muito além da escolha da trilha sonora perfeita. Um dos pontos mais críticos e que muitas vezes gera dúvidas em agências e empresas é a questão dos direitos autorais. Em 2026 a legislação e as formas de arrecadação estão cada vez mais precisas e estar em conformidade com o Ecad não é apenas uma obrigação legal mas também uma prova de respeito à cadeia produtiva da música.
O que você precisa saber sobre a arrecadação
Sempre que houver execução de música em um ambiente público ou comercial é necessária a autorização dos autores. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, o Ecad, é o órgão responsável por essa gestão no Brasil. Para eventos corporativos o cálculo costuma ser baseado em fatores como a natureza do evento, a área do local e se há ou não cobrança de ingressos.
É fundamental que o pagamento seja realizado antes da data do evento para garantir que a sua marca esteja protegida contra multas ou interrupções indesejadas pela fiscalização. Planejar esse custo dentro do orçamento inicial evita surpresas de última hora e demonstra o profissionalismo da sua produção.
A música nas plataformas digitais e eventos híbridos
Com a consolidação dos eventos híbridos surgiu uma nova camada de complexidade nos direitos autorais. Se o seu evento será transmitido ao vivo por plataformas de vídeo ou redes sociais é preciso atenção redobrada. Além da licença para a execução física no local pode ser necessária uma autorização específica para a sincronização e transmissão digital.
As regras para o ambiente online continuam evoluindo e as plataformas estão muito mais rigorosas na derrubada de transmissões que não possuem a liberação correta das obras musicais. Ter um especialista que entenda esses trâmites é o que garante que sua live não seja interrompida no momento mais importante da sua apresentação.
✨ Insight de Ouro: Tratar o pagamento de direitos autorais como um investimento em cultura e não como um imposto é mudar a perspectiva sobre o valor da arte. Quando a sua marca cumpre essas normas ela está valorizando os artistas que criam a trilha sonora do seu sucesso e fortalecendo sua imagem ética no mercado.
Segurança jurídica para marcas e agências
Muitas agências de live marketing acabam assumindo riscos por falta de informação mas o ideal é que o contrato com o cliente final deixe claro de quem é a responsabilidade pela guia de recolhimento. Ter toda a documentação arquivada juntamente com o comprovante de pagamento é o protocolo de segurança que toda empresa de alto nível deve seguir.
Manter a ética sonora do seu projeto inclui garantir que cada nota tocada esteja devidamente autorizada. Isso traz paz de espírito para o produtor e credibilidade para a marca que está assinando a experiência corporativa.
E você, já verificou se todos os trâmites jurídicos musicais do seu próximo evento estão em dia para evitar qualquer ruído na sua comunicação?
Que a música nos conecte sempre!
Abraço, Myrrha